sexta-feira, 24 de maio de 2013

VIRTUALIDADE E VIRTUOSIDADE NA FORMAÇÃO ON-LINE



Tanto “CONTRIBUIÇÕES PARA UMA PEDAGOGIA DA EDUCAÇÃO ON-LINE” e “O QUE É UM BOM CURSO À DISTÂNCIA?”, de José Manuel Moran, trazem reflexões pertinentes e importantes para as questões que se colocam sobre a construção do conhecimento possível em tempos contemporâneos, de cursos on-line, ambientes virtuais e aulas semipresenciais. Vários pensamentos surgiram ao ler os textos e, não pude deixar de lembrar o clássico de Umberto Eco, “COMO SE FAZ UMA TESE”, que li no início da minha graduação em Artes Visuais, no qual ELE/O AUTOR pontua questões importantes para a época, como sobre a consulta e a veracidade das informações utilizadas. Impossível não fazer este contraponto, principalmente pela transformação radical quanto ao acesso e velocidade em que as informações são disponibilizadas e revisitadas, assim como também as possibilidades de formação, em vários níveis, tornando-se mais flexível, mais imediata, ainda mais específica e, por que não, mais democrática.
Muitas questões levantadas ecoam em mim, principalmente as que dizem respeito ao fazer/ser professor; outras, porém, me fizeram pensar na fluidez, na expansão que propõem o espaço virtual, pressupondo relações também mais fluidas (líquidas?). Neste sentido, descentralizam da figura do professor a responsabilidade pela construção de um saber, chamando o aluno a ser também protagonista, construtor efetivo de uma proposta. Nesta relação professor-aluno-meio virtual, vejo uma questão crucial para o sucesso em uma formação on-line: RESPEITO. Respeito ao tempo que dispendo e dispenso. Quando começamos a nos respeitar, respeitamos e aproveitamos o pouco tempo que temos de forma produtiva, responsável e consciente. Este é outro conceito que me parece muito importante: ser consciente. Quando o estar presente se dilui no espaço virtual, apesar de toda a tecnologia, a responsabilidade e comprometimento com uma formação on-line, cabe só ao indivíduo.

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