Tanto
“CONTRIBUIÇÕES PARA UMA PEDAGOGIA DA EDUCAÇÃO ON-LINE” e “O QUE É UM BOM CURSO
À DISTÂNCIA?”, de José Manuel Moran, trazem reflexões pertinentes e importantes
para as questões que se colocam sobre a construção do conhecimento possível em
tempos contemporâneos, de cursos on-line, ambientes virtuais e aulas semipresenciais.
Vários pensamentos surgiram ao ler os textos e, não pude deixar de lembrar o
clássico de Umberto Eco, “COMO SE FAZ UMA TESE”, que li no início da minha
graduação em Artes Visuais, no qual ELE/O AUTOR pontua questões importantes
para a época, como sobre a consulta e a veracidade das informações utilizadas.
Impossível não fazer este contraponto, principalmente pela transformação
radical quanto ao acesso e velocidade em que as informações são disponibilizadas
e revisitadas, assim como também as possibilidades de formação, em vários
níveis, tornando-se mais flexível, mais imediata, ainda mais específica e, por
que não, mais democrática.
Muitas
questões levantadas ecoam em mim, principalmente as que dizem respeito ao
fazer/ser professor; outras, porém, me fizeram pensar na fluidez, na expansão que
propõem o espaço virtual, pressupondo relações também mais fluidas (líquidas?).
Neste sentido, descentralizam da figura do professor a responsabilidade pela
construção de um saber, chamando o aluno a ser também protagonista, construtor
efetivo de uma proposta. Nesta relação professor-aluno-meio virtual, vejo uma
questão crucial para o sucesso em uma formação on-line: RESPEITO. Respeito ao
tempo que dispendo e dispenso. Quando começamos a nos respeitar, respeitamos e
aproveitamos o pouco tempo que temos de forma produtiva, responsável e
consciente. Este é outro conceito que me parece muito importante: ser
consciente. Quando o estar presente se dilui no espaço virtual, apesar de toda
a tecnologia, a responsabilidade e comprometimento com uma formação on-line,
cabe só ao indivíduo.
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