segunda-feira, 30 de junho de 2014

Desconstruções necessárias



Inicio a minha reflexão destacando esta frase do texto “O modelo dos modelos”, de Ítalo Calvino: ”Neste ponto só restava a Palomar apagar da mente os modelos e os modelos de modelos.” Penso que, sob vários aspectos, esta é uma das consequências ou muitas vezes, a continuidade de um trabalho, principalmente de AEE.

No texto em questão, aparecem etapas, passos a serem seguidos: CONSTRUIR UM ‘MODELO’, TESTA-LO, CONFRONTÁ-LO COM A REALIDADE e neste confronto, perceber o que precisa ser RE/DESCONSTRUIDO, sem limite para tal, quantas vezes forem necessárias. Neste contexto, se fala em modelo, mas quando refletimos sobre a prática no Atendimento Educacional Especializado, este ‘modelo’ pode ser tomado como nosso roteiro, nosso planejamento, que é confrontado a cada novo atendimento, a cada novo sujeito. Pensar teoricamente e construir a partir desta teoria para confrontar esta construção com a realidade é o que penso, tanto para o TCC quanto para o AEE: o plano é teórico, apresenta procedimentos, métodos, ‘modelos’, mas é a realidade que vai nos direcionar, nos levando a reconstruir, desconstruir ou esquecer modelos.

terça-feira, 10 de junho de 2014

A Caminho do Desenho

O público para o qual se destina esta brincadeira é de crianças com TEA, entre 3 a 8 anos, tanto da Educação Infantil quanto do Ensino Fundamental.

Pode ser utilizada como atividade em sala de aula comum ou na SRM, no atendimento de AEE.

A atividade consiste em oferecer ao aluno farinha de trigo, amido de milho ou farinha de milho para que possa explorar sensorialmente este material.







Esta atividade pode ser dividida em 3 momentos: a exploração livre, sobre a mesa; a exploração livre, em uma bacia, já prevendo uma contenção no movimento; e o terceiro momento, o qual o dedo ou a mão, são substituídos por objetos, como um palito de madeira, prevendo a utilização do lápis para desenhar. Esta atividade explora a motricidade fina e a percepção sensorial, ao oferecer materiais como farinha de trigo ou amido de milho, com uma textura muito fina, até farinha de milho com moagem grossa, proporcionando uma diferenciação de texturas e estimulação do tato.





Esta atividade prevê principalmente o desenvolvimento da motricidade fina, tanto no caso do uso de lápis, quanto até para a utilização dos dedos, no movimento de pinça ou de apontar. Utilizando o material diretamente sobre a mesa, depois restringindo o espaço a bacias até chegar a tamanhos menores, também há a percepção e compreensão do uso e utilização do espaço do suporte, delimitanto o traço e o desenho. Para o caso de necessitar expandir o movimento e/ou provocar ações, estes materiais se prestam, pois aguçam a curiosidade e são apelos táteis muito fortes.